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Field Notes

Caso de estudo · 20 de agosto de 2026 · 6 min de leitura

Movemos 3.563 produtos para fora do WordPress sem perder uma única posição no Google

Uma empresa italiana B2B que vende máquinas profissionais de limpeza. Dez anos de posicionamento, boa reputação, e um site que se tinha tornado impossível de mexer.

O problema nunca foi a tecnologia

O WordPress em si não era o problema. O problema eram dez anos de construtores de páginas empilhados uns sobre os outros, um fornecedor externo a controlar tanto o alojamento como os conteúdos, e cada pequena alteração — um preço, um produto novo, uma gralha — a ter de passar por um pedido. O blog custava cerca de 1.500 € por ano e produzia um artigo por mês.

Não é invulgar. Quase nenhuma empresa nesta situação se mexe, porque mudar um catálogo em produção põe em risco a única coisa que não pode perder: a visibilidade construída ao longo de anos.

O obstáculo: o site antigo mentia sobre o próprio tamanho

O primeiro plano assentava no sitemap, que listava 126 produtos. Esse número estava errado. Ao extrair o catálogo pela API da loja apareceram 309 publicados — o sitemap simplesmente nunca tinha estado completo.

Se tivéssemos acreditado, teríamos migrado um terço do catálogo e dado por isso depois da mudança, com o site antigo já desligado. A regra que daí tirámos: nunca dimensionar uma migração pelo ficheiro que o sistema antigo declara verdadeiro. Conta-se a partir da base de dados.

O sitemap dizia 126. A base de dados dizia 309. Dimensionar a migração pelo ficheiro errado teria deixado para trás um terço do catálogo.
O sitemap dizia 126. A base de dados dizia 309. Dimensionar a migração pelo ficheiro errado teria deixado para trás um terço do catálogo.

O obstáculo: endereços que ninguém conseguia escrever

Alguns endereços de artigos continham emojis, codificados em sequências ilegíveis. Estavam online, indexados, e tinham ligações a apontar para eles. Limpá-los significava parti-los; mantê-los significava arrastar a confusão para sempre.

Fizemos as duas coisas: endereços novos e limpos para as pessoas e para os motores de busca, e um reencaminhamento permanente de cada endereço antigo partido para o seu substituto — assim o posicionamento transferiu-se em vez de evaporar.

Porque a migração não teve risco nenhum

Não tocámos no domínio em produção até o site novo ser comprovadamente melhor. Toda a reconstrução decorreu num endereço provisório, a par do site que continuava a servir clientes reais. Essa única decisão eliminou o motivo pelo qual quase ninguém migra: o medo de uma má semana em que nada funciona e ninguém os encontra.

  • 3.563 fichas de produto e 63 artigos carregados — por nós, não entregues como modelo vazio
  • Dados para motores de busca replicados registo a registo, para o posicionamento ter onde aterrar
  • Um mapa de reencaminhamentos de cada endereço antigo para o novo, incluindo os herdados com defeito
  • Um painel de gestão que o dono abre mesmo, em vez de uma fila de pedidos a um fornecedor

A parte que toda a gente salta: quem preenche o catálogo

Quase todas as agências entregam um modelo funcional e credenciais. Introduzir uns milhares de produtos — descrições, imagens, categorias, preços — passa a ser trabalho do cliente, e é a razão pela qual tantas reconstruções ficam nos 20% durante meses.

Não entregamos um esqueleto. Entregamos o catálogo já lá dentro.

Não é simpatia. É a diferença entre um projeto que avança e um que morre em silêncio numa pasta partilhada.

O antigo e o novo lado a lado. O site em produção nunca caiu enquanto o substituto era posto à prova.
O antigo e o novo lado a lado. O site em produção nunca caiu enquanto o substituto era posto à prova.

O que substituiu o blog de 1.500 € por ano

O blog antigo estava entregue a terceiros por cerca de 1.500 € por ano por um só artigo por mês. O site novo redige artigos a partir de uma fila de temas e passa cada um por um controlo de qualidade antes de publicar. Se o modelo não responder, não sai nada e o tema volta para a fila: mais vale um vazio do que um artigo mal escrito.

O custo recorrente desapareceu e a produção subiu, não desceu.