Scale Sales
Field Notes

Propriedade · 10 de setembro de 2026 · 5 min de leitura

O seu site funciona. Só que não é seu.

Ninguém acorda a pensar que tem um problema com o site. Abre, tem bom aspeto, os clientes encontram-no. O problema aparece numa terça-feira qualquer, quando quer mudar um preço e percebe que não pode.

Três perguntas

  • Consegue mudar hoje um preço no seu site, sem pedir a ninguém?
  • Sabe em nome de quem está registado o domínio?
  • Se o seu fornecedor desaparecesse amanhã, o que lhe ficava na mão?

À primeira quase todos sabem responder. Às três, quase ninguém. Essa distância não é um detalhe técnico: é a diferença entre uma coisa que possui e uma que aluga sem contrato.

Quanto custa, e porque não aparece em nenhuma fatura

O custo verdadeiro não é a mensalidade. É que cada alteração pequena se torna um pedido, uma fila e uma espera. Um número de telefone errado fica errado três semanas. Um produto descontinuado fica online uma estação. Não por negligência de ninguém: porque pedir custa mais esforço do que a correção vale.

Multiplique por dois anos e tem um site que deixou de contar a empresa. Continua a funcionar. Mas conta quem o senhor era.

O obstáculo: o sistema antigo mentia sobre o próprio tamanho

Numa destas mudanças planeámos tudo a partir do sitemap do site antigo, que declarava 126 produtos. Ao retirar o catálogo diretamente da base de dados saíram 309. O ficheiro que o sistema publicava sobre si mesmo nunca tinha estado completo.

Se tivéssemos acreditado nele, um terço do catálogo teria desaparecido — e daríamos por isso depois da passagem, com o site antigo já desligado. A regra que ficou: nunca dimensionar uma mudança pela descrição que o sistema de saída faz de si próprio. Conta-se a partir da base de dados.

Mudar sem perder a posição no Google

O posicionamento não pertence à sua empresa, pertence aos seus endereços. Mude os endereços sem avisar ninguém e o posicionamento evapora-se: é o medo que mantém as empresas durante anos exatamente onde estão.

É um problema resolvido, desde que ninguém salte a parte aborrecida:

  • Cada endereço antigo apontado de forma permanente para o seu substituto, incluindo os partidos que ninguém saberia escrever
  • Os dados para motores de busca reproduzidos ficha a ficha, para o posicionamento ter onde aterrar
  • O site novo construído ao lado do antigo e ligado só quando é mensuravelmente melhor
  • Um painel de gestão que abre mesmo, em vez de uma fila de pedidos

A versão honesta

Às vezes não há nada de errado com o fornecedor nem com o site. Falta só o molho de chaves: o alojamento na sua conta, o domínio em seu nome, uma exportação dos seus conteúdos. Peça primeiro isso. Se lhe derem, talvez não precise de refazer nada.

Muitas vezes não precisa de um site novo. Precisa das chaves do que já tem.

E se pedir e a resposta for não — essa é a resposta a saber de quem ele é.